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quinta-feira, 1 de junho de 2017

UMA VISÃO DISTORCIDA DA “EMPRESA” ESTADO.
A reflexão que faço atual é a da desmoralização do Agente Público Concursado (APC) frente à sociedade brasileira.
Acontece que precisamos mudar a forma de pensar no aspecto de Governar o Estado e de como um Governador eleito age nas relações entre a sua plataforma eleitoral (sua Eleição) e o ato de Governar a máquina Pública ou a Empresa Pública.
Elegemos apenas o Governador (com o seu vice) e não o staff que este traz "a reboque", “inchando” desta forma a "empresa" Pública.
Se considerarmos o conceito de Empresa também para o setor Público (vide Vicente Falconi em seu livro: O verdadeiro poder – “Outra ideia errada de algumas poucas pessoas é que em governos não deveria existir a preocupação com produtividade. Não conhecem a definição de produtividade: fazer cada vez mais com cada vez menos. Governo é uma organização de serviços ao povo que deve ser gerenciada como qualquer empresa.”), então podemos concluir que a máquina do Estado, que é composta de Servidores Públicos os APC (usando a sigla composta acima), são pessoas que ingressaram no serviço público através de um concurso público, de uma prova, que hoje essas formas de ingresso, são realizadas por empresas especializadas em concursos, e que está cada vez mais difícil, exigindo do candidato ao cargo público, um elevado nível de conhecimento, muitas das vezes, até extrapolando em complexidades.
Hoje um APC tem competências suficientes para suprir quaisquer demandas de um Governador. Além de o APC ter obrigações legais que podem muito bem ser passíveis de cobranças e exigências e que caberia, igualmente, ao "CEO” (o Governador), cobrar as devidas eficiências de desempenho, como em qualquer empresa privada, apenas fazendo o uso correto do Regimento Interno.
O sistema de estabilidade no emprego necessita mudar sim. Talvez o que já vem ocorrendo com as contratualizações previstas pela Constituição Federal de 1988. Mas este seria outro foco a ser discutido, porém, não faz parte da intenção deste texto.
Apenas para deixar em aberto de que a implantação do regime CLT é uma possibilidade. A Rede Sarah de Hospitais do Aparelho Locomotor trabalha com esse sistema de Governança e funciona muito bem.
Mas voltado ao tópico específico do texto, qualquer Governador hoje, dispõe de uma equipe de APC com competências mais do que comprovadas (filtrada pelos concursos de ingresso) e que, esses Governadores, não precisariam criar "cargos de confiança" para dentro das Administrações públicas.
O zelador do patrimônio público é o próprio APC, e que, portanto, obrigado em Lei, a respeitar os preceitos de sigilo da causa pública. Então essa “porta aberta para os cargos comissionados" são apenas fatores de inchaço da empresa pública. Depois fica muito fácil culpar a própria máquina Estatal por ineficiências, extrapolações do limite da responsabilidade fiscal, pelo aumento da folha de pagamento de salários.
Hoje é público, e foi divulgado pela imprensa, que o GDF já atingiu o seu limite de responsabilidade fiscal, só com a folha de pagamento de seus servidores. Não será difícil comprovar que a culpa pelo “inchaço” é do próprio Governador que permite aportar ao Estado o ingresso de “gente de fora” da máquina pública. Gente essa, que não foi submetido primeiro, a uma escolha eleitoral e nem selecionada através de um concurso público, para ter o direito de trabalhar na “empresa do Estado”.
É necessário rever este conceito eleitoral: elegemos apenas o Governador e não os seus asseclas. Não podemos "inchar" a máquina pública com mais terceirizados ou comissionados.
A Empresa Estado já possui seu próprio quadro de Empregados (os APC) e o Governador eleito tem que trabalhar com esse Quadro e não com os seus comissionados partidários, os seus cabos eleitorais (que o povo não elegeu). Isso precisa acabar. É necessário mudar a visão de país. Ainda pensamos como no século XIX.
Marco Antônio Santos De Amorim
Arquiteto UnB/Architecte D.E.S.A.
Brasília, 01/06/2017

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O triste Brasil

Os lindos litorais do Brasil que escondem a face de um povo infeliz.
As águas cristalinas, as areias brancas, as escarpas ou as dunas...
As matas verdejantes.
Escondem a miséria, escondem a verdadeira imagem da anarquia das metrópoles conturbadas.
Um pássaro, um rio, uma floresta. Um paisagismo, um campo semeado. Nada disso consegue suplantar a dor da corrupção, a maldade da pedofilia, o mal das drogas.
O Brasil o triste Brasil.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O SIGNIFICADO DA VIDA

As vezes eu fico pensando o por que do significado da vida.

Então eu concluo que se estamos aqui vivos, ao menos, devemos contribuir para que a vida se torne melhor, não apenas para nós mesmos, mas para os nossos contemporâneos e para que fique algo de bom e útil para as próximas gerações.

O trânsito é bom exemplo de como podemos agir para tornar a existência melhor. Para que a pressa? Para que correr? Se ao menos pudéssemos exercer a "gentileza", sim exatamente aquela que vemos nos vidros traseiros dos carros. Sim aquele famoso apelo do Gentileza que perdeu a família em um incêndio no Circo e que, no fundo, percebeu que nada mais valia a pena nesta vida a não ser solicitar a paz e a compreensão dos homens.

Pedimos então paz. Pedimos honestidade, pedimos que os homens sejam justos.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

ESTÁ NA HORA DE MUDAR A CONSTITUIÇÃO SE QUISERMOS MUDAR O BRASIL

A missão de trabalhar pelo Brasil é uma missão de todos os cidadãos.

Então eu me refiro ao SUS. E digo que esta estrutura atual, em que a própria Constituição tem a responsabilidade sobre os erros atuais deste sistema, deve ser mudada se quisermos melhorar em definitivo o atual Sistema Único de Saúde.

Uma Constituição nada mais é do que Leis escritas e endossadas por nós cidadãos. Em um país em formação, é bem natural mudá-la. Ela deve ser mudada para que o SUS possa melhorar.

Não é mais possível manter a Assistência Pública de Saúde gratuita para os brasileiros. Se quisermos realmente que a Saúde Pública melhore e passe a atender com qualidade a todos, então, esta deve ser paga!

Mas ao que parece não existe vontade política para tal. Pois não há interesse em melhorar a qualidade de vida da população.

Os Planos de Saúde Privados já estão implantados no Brasil. Quem pode pagar um plano de saúde, recebe uma assistência igualmente precária. Porém com uma certa dignidade hipócrita.

Hoje a notória “máfia de branco” age com normalidade tanto dentro do SUS quanto em suas clinicas particulares alimentadas pelos convênios de saúde.

Na Rede Pública a “máfia de branco” atende mal. O mesmo ocorre na sua clínica particular, pois para este médico, o paciente que vem abrigado pelos planos de saúde, é impessoal, são as “missões impostas” e não configuram, ao seu olhar, um "paciente particular" que paga do próprio bolso uma consulta cara extremamente e absurdamente aviltante.

Em ambos os casos, tanto na Rede Pública quanto na clínica particular, o paciente amparado pela Constituição ou pelos Acordos Jurídicos dos Planos de Saúde e dos Convênios, é visto pela “máfia de branco” como um estorvo. Apenas o paciente que desembolsa uma soma abusiva de forma crua e nítida pelo “preço de mercado da consulta particular” é que tem um atendimento digno.

Ora é fácil racionalizar e identificar as falhas deste processo, aparentemente complexo. No fundo, a ética e a moral, desapareceram neste Brasil atual. Este é o ponto básico mais contundente a ser apontado como um dos erros graves do Sistema de Saúde tupiniquim.

O outro, embora de fácil implementação, exigiria coragem política para ser efetivado: ou nós mudamos a Constituição e colocamos um preço justo e digno para que o SUS atenda o povo, passando a cobrar assim, proporcionalmente a renda de cada cidadão, como hoje funciona na França (modelo mais agradável aos olhos da esquerda política nacional). Ou extingui-se definitivamente o SUS e adota-se os Planos de Saúde para todos os cidadãos, aos moldes do liberalismo norte-americano.

O que não dá para continuar é esta triste situação atual, onde nem mesmo pagando-se através de um “plano de saúde” ou recorrendo ao SUS, sejamos bem atendidos em ambos os casos.

Ao que parece, até mesmo as autoridades públicas, que deveriam dar o exemplo, na hora da dor, preferem mesmo (e eles podem) pagar uma cirurgia “particular” no Sírio Libanês ou no Albert Einstein.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Fraqueza e Dependência

A divisão de uma sociedade, através do seu enfraquecimento moral, só possibilita a facilidade com que pode ser derrotada.

O adultério, o divórcio, são fatores que fragilizam a unidade familiar e desestruturam homens em mulheres.

País algum irá prosperar, se na sua grande maioria de cidadãos, prevalecer o impulso vulgar da infidelidade.

Na cabeça de mulheres e homens, que se permitem alojar o vício do sexo extraconjugal, fatalmente a degeneração de suas riquezas, sejam elas territoriais ou humanas, estarão fadadas ao declínio.

Os homens e mulheres, que ocupam seus pensamentos, com os elementos depressivos do adultério, não produzem nada em benefício da sociedade.


sexta-feira, 29 de maio de 2015

SONHOS

Cada um de nós tem um sonho de vida.
Os sonhos podem se assemelhar em muitos pontos. E é esta convergência de sonhos comuns que edificam uma realidade.
São os esforços do dia-a-dia, direcionando os interesses na construção de uma realidade na qualidade de vida e na prosperidade de amor e paz.
Os rumos que direcionamos as nossas vidas fazem parte da nossa realidade.
Somos exatamente o que sonhamos mas tudo contido no ser. Além do ser, além do nosso íntimo, devemos explorar e alargar as margens. Para que ocorram transformações que se equilibrem com o nosso íntimo seria necessário impor aos demais os nossos sonhos.
Se pavimentarmos um caminho e se continuássemos a pavimentá-lo indefinidamente, nada leva a supor que a mesma atitude poderia ser adotada por outra pessoa.
Alguns talvez prefiram caminhar sobre o caminho pavimentado por você. Outros nem se preocupariam em realizar a mesma ação.

terça-feira, 31 de março de 2015

FORMAÇÃO ECONÔMICA BRASILEIRA

"De simples empresa espoliativa e extrativa - idêntica
à que na mesma época estava sendo empreendida na costa da
África e nas índias Orientais - a América passa a constituir parte
integrante da economia reprodutiva européia, cuja técnica e
capitais nela se aplicam para criar de forma permanente um fluxo
de bens destinados ao mercado europeu."
Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil.

Alguém duvida de que até os nossos dias atuais, esta condição de "celeiro" de Portugal e das demais nações mais evoluídas, no Brasil ainda se perdura?

Compare então os bens de consumo que dispomos em nossos mercados. Compare a diferença entre os produtos importados e os "made in Brazil".

Veja porquê a nossa Educação não decola e porque o candidato à presidência do Brasil Eduardo Campos, decolou e caiu, morrendo horas depois de declarar em emissora televisiva, de maior penetração e recursos (e em horário nobre), de que iria instituir o Ensino obrigatório e em tempo integral nas escolas públicas brasileiras caso fosse eleito!

Agora se revoltar contra os EUA, contra Portugal, é o mesmo que se autointitular "estúpido"! Não é culpa dessas nações se somos incompetentes para mudar esta condição centenária de dependência econômica em relação aos grandes países industrializados.

O Uruguai, Argentina e Chile, para ficar apenas nestes três exemplares, possuem uma qualidade de vida, uma opção de cidadania que nós ainda estamos muito longe de atingir.

O Brasil chegou a uma grande encruzilhada: ou investe maciçamente em Educação ou nossa condição de dependência econômica não mudará tão cedo!

E se pensam que o nosso atual governo está disposto, a igualmente mudar ou redirecionar suas políticas, ainda fica mais difícil de se imaginar. Nunca o Brasil deixou de se preocupar tanto com o nosso próprio destino quanto agora.

Este governo já inicia o ano de 2015 reduzindo os investimentos para a Educação! É absolutamente revoltante!

Marco Antônio Santos De Amorim, 31/03/2015